terça-feira, 17 de outubro de 2017

Mensagem aos que ainda não se casaram no civil e no religioso



Por Douglas Pereira da Silva



Percebo que o povo está se perdendo por falta de sabedoria e uma boa exegese da Sagrada Escritura para entender o significado correto de Fornicação [no grego πορνεία].

Tenho observado algumas irmãs – e também irmãos – que foram desencorajados e desesperançados para lutar pela restauração de suas famílias, simplesmente porque não se casaram no civil e no religioso, mesmo vivendo anos a fio debaixo do mesmo teto e ainda, ter filhos do relacionamento que não é reconhecido juridicamente.

Alguns pensam – equivocadamente – que estão vivendo em Fornicação por viverem assim.

Certa feita, uma querida irmã que foi abandonada pelo marido por causa do adultério deste, estava desesperada, pois o egrégio pastor conselheiro da igreja em que ela frequenta, havia dito para não lutar mais e nem procurar o companheiro, pois não era casada no civil e que, portanto, estava vivendo em Fornicação.

O dileto pastor aconselhou a procurar outro homem para casar e formar uma família.

Eis os motivos de angustia desta amada irmã: pensar que não havia mais jeito para restaurar a família e que o seu caso era completamente perdido; "descobrir" que vivia em pecado de Fornicação - conforme proposto no deprimente conselho pastoral...

Detalhe: a irmã, desejosa de buscar ao Senhor nosso Deus e lutar com auxilio da Fé para restauração do seu lar, já tem filhos com este homem e viviam juntos há nove anos!

Ora minha gente, é preciso discernimento e bom senso para compreender que o Casamento é o Ato!

"O evento, a cerimônia, a convenção, o ritual, ou como queiram chamar, acontece apenas para partilhar (anunciar) entre queridos essa união que já aconteceu e levar ao conhecimento de familiares, amigos e a todos aqueles que compõem a comunidade em que o casal vive. O casamento, verdadeiramente, acontece quando duas pessoas se unem nos mesmo ideais, na mesma consciência, em um só pensamento a respeito de uma união a dois, com respeito e fidelidade mútuos. Passou disso é convenção. É questão cultural. É ato ligado a exterioridades".

No aspecto histórico religioso, toda a ritualística do matrimonio tal como conhecemos hoje (aliança de ouro no dedo, vestido de noiva e véu na cor branca, cerimônia religiosa diante de um sacerdote ou ministro religioso, festa com os familiares, bolo e comidas, etc.) era uma prática pagã que foi inculturada, isto é, adotada pelo cristianismo por volta do século V, entre os clérigos romanos – nesta época ainda era permitido o casamento dos papas e padres da Igreja de Roma.

No aspecto jurídico, o casamento reconhecido diante das leis constituídas pelo Estado e a Nação tal como conhecemos hoje, em Cartórios de Registro Civil, só foi instituído no Brasil por volta do ano de 1875.

Isto posto, para haver casamento válido diante de Deus entre um homem e uma mulher, independe tanto do aspecto histórico religioso (ritual de casamento), quanto do jurídico (cartório de registro civil) como observamos acima; pois o ato em si ocorre dentro de uma tríplice ação na esfera humana conforme prescrito na Sagrada Escritura, a saber: Deixar o pai e a mãe, unir com a pessoa do sexo oposto e tornar uma só carne.

Vejamos a declaração do Senhor nosso Deus que ratifica – indubitavelmente – está irrefutável verdade:

“Portanto deixará o homem o seu pai e a sua mãe, e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma carne”. (Gênesis 2.24)

A afirmação do verso aludido ocorreu no momento em que o próprio Deus institui o laço sagrado do matrimonio no jardim do Éden, unindo Adão e Eva – os primeiros seres humanos e pais de toda a humanidade. É interessante neste ponto, observar – se é que há alguma necessidade – a completa e total ausência do aspecto histórico religioso (ritual de casamento) e jurídico (cartório de registro civil) neste tão nobre evento realizado pelo Eterno.

Além deste fato tão relevante, temos a confirmação desta tríplice ação séculos mais tarde, dada pelo próprio filho de Deus – o nosso Senhor Jesus – durante um acirrado debate teológico entre os defensores das escolas rabínicas de Hilel e Shamai (Mateus 19.4-6).

Entrementes, analisando minuciosamente a tríplice ação humana do casamento válido e considerado por Deus, temos:

Deixar o pai e a mãe (Gênesis 2.24a), isto é, tanto o homem quanto a mulher devem ser solteiros sem nunca antes terem contraído voto matrimonial;

Unir com a pessoa do sexo oposto (Gênesis 2.24b), isto é, viver uma vida em comum no lar, em amor, amizade, compartilhando das alegrias e também das inevitáveis tristezas, unindo forças para somar na edificação e para o bem da vida em comum;

Tornando-se os dois numa só carne (Gênesis 2.24c), isto é, manter em amor, responsabilidade, carinho e fidelidade a relação sexual entre o casal.

O casamento acontece diante do Senhor, quando ocorre estas três ações simultaneamente entre si.

Se há ausência de alguma destas características que compõe a tríplice ação humana do casamento em sua relação marital – que ainda não foi legalizado juridicamente diante das leis do Estado - então sim, você vive em Fornicação, portanto, em pecado diante de Deus!

No entanto, o objetivo deste modesto autor não é de forma alguma, incentivar a prática da convivência marital e o amasiamento, gerando relacionamentos não regularizadas e reconhecidas no campo jurídico.

Muito menos, condenar o ritual do matrimonio simplesmente por ser uma festa com origem no paganismo dos povos primitivos.

A questão é que devemos abraçar com amor e agregar ao corpo de Cristo e no roll de membros da Igreja enquanto organização, todos os irmãos que por diversos motivos já vivem assim desde sua conversão.

Outro sim, orienta-los com amor quanto ao dever cívico de regulamentar seus matrimônios no cartório civil a fim de se ter o reconhecimento jurídico perante o Estado e suas leis constituídas, pois devemos como cristãos dar o bom exemplo e andar de acordo com as leis humanas – conforme o ensino paulino (Romanos 13.1-7).

Jamais dize-las a elas que estão em pecado de Fornicação, tal como boa parte das Igrejas – se não quase 100% – ensina; Fornicação é sexo entre solteiros que estão descompromissados com a instituição família, portanto, há pelo menos a falta de alguma daquelas características que compõe a tríplice ação do matrimonio válido (Deixar o pai e a mãe, unir com a pessoa do sexo oposto e tornar uma só carne) – evidentemente que não é o caso destes casais que vivem debaixo do mesmo teto há tanto tempo e, ainda, possui filhos do relacionamento!

Querido leitor, agora que você entendeu o que é matrimonio válido para Deus, além do seu desejo que é legitimo do direito justo de lutar e restaurar o seu casamento, precisa proceder diligentemente de forma digna e santa para conquistar e ganhar o seu conjugue para Cristo evangelizando-o através do seu testemunho na conduta e no comportamento cristão, para então regularizar a sua situação junto as leis civis do nosso Pais pois o cristão, conforme prescreve o Livro Santo, deve obedecer as leis humanas constituídas (Romanos 13.1-7), evidenciando a graça e o louvor da instituição divina do casamento que glorifica a Deus; casando no cartório e, se desejar, no religioso, para compartilhar junto aos teus irmãos em Cristo e familiares a benção do matrimonio.

Que Deus Restaure o seu Casamento!

sexta-feira, 6 de outubro de 2017

Devo requerer a pensão alimentícia?


Nossa amiga Rosy Rocha orienta nesse áudio em quais casos devem ser requeridas a pensão alimentícia. 

Posicionamento dos homens que buscam a restauração



Áudio dedicado aos homens guerreiros que buscam restaurar suas famílias.

A inconstância atrapalha o processo de restauração



Um das coisas mais difíceis aos que buscam a restauração do casamento é seguir firme, crendo na vitória e confiando piamente em Deus, isso é quase impossível. A maioria é inconstante, hora quer, hora não quer mais, hora está buscando, hora não busca mais. Nesse áudio , a Rosy Rocha explica como a inconstância atrapalha o processo de restauração. 

terça-feira, 3 de outubro de 2017

O tão sonhado descanso em Deus!!!


Sabe quando você conhece uma pessoa e ama na primeira conversa, pois é, assim aconteceu comigo e creio que com todos que cruzam o caminho da Mel, as conversas com ela nunca são normais, quando você percebe está rindo e chorando ao mesmo tempo rsrs. Hoje ela veio testemunhar como de fato é o descanso no Senhor, como seu colo é aconchegante e como as provações são necessárias para alcançarmos a plenitude da fé. 

Obrigada Mel por compartilhar conosco seu grande aprendizado, creio que agora está pronta para colher as bênçãos que o Senhor vai derramar na sua vida, esse testemunho é a prova viva de que Deus te ama, eu creio no seu milagre!!!

Sol

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"Bendirei o Senhor o tempo todo! Os meus lábios sempre o louvarão. Minha alma se gloriará no Senhor; ouçam os oprimidos e se alegrem. Proclamem a grandeza do Senhor comigo; juntos exaltemos o seu nome" Salmos 34:1-3 

A paz do Senhor seja convosco!

É com este salmo que começo este relato, pois o meu desejo é que o louvor ao nosso Deus esteja sempre em nossos lábios, Amém?

Queridos, o que quero testemunhar aqui é algo que tenho vivido e que há tempos atrás achei que jamais aconteceria comigo, porque eu não sabia como fazer: Deus é o Senhor da minha vida! Eu finalmente descobri que é Ele é o motivo da minha alegria, da paz que há no meu coração.

Mas deixem-me explicar o porquê de somente agora eu ter essa certeza estando há quase dois anos no “deserto” e o buscando de todas as maneiras.

Meu deserto, assim como o de muitos aqui, é o da separação do casamento. Há quase dois anos estou separada do meu marido e recentemente o nosso divórcio saiu. Durante esse tempo, eu passei por diversas fases, desde o desespero ao descanso temporário. Sim, temporário. Eu achava que havia descansado completamente, mas na verdade o que aconteceu foi que eu me acomodei. Eu consegui “deixar ir” fisicamente muito fácil e isso me ajudou a estar mais tranquila pois não tinha notícias a respeito do meu marido e a outra mulher, a meu ver estava tudo bem, eu via com os olhos da fé.

Por outro lado, eu relaxava nas orações em relação a ele. Não tinha vontade de orar, fazia cara feia quando ele pedia para falar com nossa filha pelo Skype (ele até então morava em outra cidade distante de onde estou morando), não batalhava mais tanto assim pelo meu casamento, e é aí onde o perigo mora.

Recentemente, eu fiz a profissão de fé publicamente e fui batizada nas águas, foi um dos dias mais importantes da minha vida, mas eu sentia em meu coração que após o batismo as lutas começariam, pois Satanás não ia descansar.

No dia a seguir ao meu batismo, essas lutas de fato começaram; uma luta espiritual estava sendo travada, uma opressão tremenda fizeram-me duvidar se Deus realmente queria restaurar meu casamento, se essa era a vontade dEle. O silêncio de Deus doía mais do que a situação em si; eu gritava, clamava para que o Senhor me dissesse algo que confortasse, não o meu espírito, mas a minha carne, eu queria ouvir Deus dizer que ele iria restaurar tal dia, que ele estava mudando a situação naquele momento. Ter a escritura sagrada não me bastava, meu real desejo era que um enviado do Senhor viesse até mim e dissesse: “Assim diz o Senhor...”

Comecei a me questionar e questionar a Ele e pedi um sinal. O problema é que eu descrevi exatamente como eu queria o sinal, encostei Deus na parede. Meus irmãos, em nome de Jesus, não façam isso. Deus é Deus, ele responde como quer, quando quer. No salmo 75 verso 2 fala que Deus determina o tempo que julgará com justiça.

Simplesmente, ao meu entendimento, a resposta de Deus foi “não”. Contrariando tudo o que a bíblia diz, eu estava disposta a seguir o que eu acreditava ter sido a resposta dele. Eu disse a Deus que não buscaria mais meu casamento, pois acreditava que aquela era a resposta dEle para mim.

Confesso que senti uma paz dentro de mim, foi como se tivesse tirado um peso enorme das costas. Todavia, não era a vontade de Deus que eu desistisse, mas sim, que eu descansasse. E foi preciso tudo isso acontecer, para que eu tivesse paz.

Ele usou pessoas para isso, mas eu não estava convencida. Irmãos, antes disso acontecer, eu passei 30 dias de agonia, angústia sem saber o que fazer, não sentia Deus falar comigo. Mas na verdade Ele falava, só que eu, na minha obstinação queria determinar como Ele deveria falar, então eu não entendia. Mas quando eu estava descansando, já não buscava mais essa resposta e sim Ele, eu obtive essa resposta. Ele falou poderosamente comigo, até me deu uma bronca (rs). Meus ouvidos se abriram, meu coração foi quebrantado novamente, e eu entendi o motivo daquilo.

Eu precisava ser liberta, limpa de toda a impureza que havia em meu coração, pra isso, eu precisei ser lançada em uma das provas mais ardentes para mim até então. Meu marido foi embora, desta vez não pra outra cidade, mas para outro país, com a OM.

O ouro para ser purificado, precisa ser derretido em fogo ardente, e somente assim, pode ser livre de todas as impurezas que existem. Eu entendi então, que eu não tinha descansado antes, como falei, apenas me acomodado e que bastou a fornalha ser aquecida, que eu vi, que minha confiança não estava totalmente depositada naquele que merece toda a nossa confiança.

Deus tem me tratado, minha oração passou a ser para que Ele me limpe de tudo que há de podre e me afasta dEle. Posso dizer agora, verdadeiramente, que o Senhor reina na minha vida e no meu coração. Por que eu tenho essa certeza agora? Porque as provas continuam, amados, cada vez maior. Mas o meu redentor vive! Ele reina! Em seu silêncio Ele me aperfeiçoa e me mostra realmente que jamais me abandona.

Durante tudo isso, Deus colocou em meu coração algo que eu não entendia antes quando passava por tribulações, senti Ele falando comigo que eu deveria serví-lo servindo a outras pessoas. Em uma madrugada em que minha alma tremia de dor, Deus me trouxe a memória 1 Reis 19, quando o profeta Elias estava tão abatido que desejara morrer. Um anjo apareceu para ele e disse: Levante-se e coma pois a estrada é longa. Eu entendi que Deus não me queria ali prostrada, deprimida; Ele queria que eu me reerguer-se, tomasse fôlego, porque a caminha seria longa. E assim eu fiz, eu me levantei arrebentada no outro dia e disse ao Senhor que eu iria servi-lo e Ele me deu oportunidades de servir pessoas que precisavam mais do que eu. Com isso, eu fui sendo curada, tratada, a dor foi se dissipando. Ver o sorriso no rosto de uma pessoa que precisa e você saber que está sendo usado para que de alguma forma o dia de alguém seja um pouco melhor, alegra o espírito de maneira indescritível.

Por isso, queridos, mesmo que você esteja passando pela pior prova, erga-se, tome fôlego e prossiga.

Por fim meus amados irmãos em Cristo, eu quero lhes dizer que há esperança! Eu posso dizer isso porque foi Deus que colocou essa esperança no meu coração, onde já não havia mais. Por tolice minha, eu acreditei que era o Senhor que estava fazendo desfalecer a esperança do meu coração e Ele me mostrou que não. Minha situação não mudou, mas eu mudei.

O que quer que esteja acontecendo na sua vida, busque a face do Senhor, permita-se ser tratado/a por Ele. Dói? Sim. Mas a cura é tremenda. Regozije-se naquilo que Deus tem permitido acontecer em vossas vidas, porque faz parte do seu tratamento e a opção é: ficar prostrado se lamentando e sentindo a dor na alma; ou, levantar-se e servir o Senhor, entregar tudo nas mãos dEle e ser curado.

Eu experimentei as duas opções e garanto que a segunda é melhor!

Mel Reis

segunda-feira, 2 de outubro de 2017

Tudo vai bem!!! Sunamita


Quando te perguntarem: Como vai? Como você está? 
Faça como Sunamita e diga: "Tudo vai bem!"

Submissão e posicionamento


Como o posicionamento adequado e a submissão a Deus nos faz avançar no deserto rumo à terra prometida.