quinta-feira, 12 de março de 2026

Quase 2 anos de espera - Meu marido foi embora, mas Deus o trouxe de volta ao lar


Hoje vamos glorificar pelo milagre da nossa querida amiga Priscila, ela que passou por situações difíceis e ficou firme no Senhor. Foram quase dois anos de deserto, de silêncio, de lágrimas e de muitas perguntas no coração. Houve dias em que parecia impossível, dias em que a dor era grande e as circunstâncias diziam que não havia mais volta. Mas, mesmo em meio a tudo isso, ela escolheu permanecer firme e decidiu confiar em Deus quando tudo parecia perdido, continuou orando, jejuando e colocando a sua esperança nas mãos do Senhor. 

"Priscila aquilo que parecia impossível aconteceu: o seu marido voltou para casa, e o seu lar foi restaurado. A sua história é a prova de que Deus honra a fé de quem não desiste, de quem continua buscando mesmo no deserto. Hoje você está feliz, vivendo a resposta de tantas orações, e o seu testemunho certamente vai fortalecer a fé de muitas outras pessoas que também estão esperando por um milagre".

Sol


.............................................................

Meu nome é Priscila e chegou o dia tão esperado de compartilhar o meu testemunho. Confesso que foram dias difíceis, mas as mãos de Deus me sustentaram. Até aqui o Senhor tem me ajudado.

O versículo que me acompanhou durante todo esse processo está em Genesis 18:14: "Haveria alguma coisa impossível para o Senhor?"

Esse versículo diz tudo: nada é impossível para Deus, ainda que as circunstâncias digam o contrário.

Eu e meu marido nos conhecemos na adolescência. Naquela época eu não era evangélica e ele estava afastado da igreja. Sinceramente, naquele tempo eu não queria nada com ele, mas quando percebi já estávamos envolvidos. Hoje acredito que Deus já tinha um plano para nós.

Comecei a frequentar a igreja com os pais dele em 2006 e sigo firme até hoje. Creio que esse era o plano de Deus para minha vida.

Nosso namoro foi muito conturbado. Brigávamos muito. Ele era ciumento e carente, e eu, por ter crescido em uma família disfuncional, não conhecia muito bem o que era demonstrar afeto. Minha mãe trabalhava muito para nos sustentar e não tinha como demonstrar carinho como gostaria.

Meu marido sempre me cobrava atenção e carinho. Ele sempre foi muito grudado e romântico, e eu mais fechada (risos). Namoramos por sete anos. Nesse período terminamos algumas vezes e, em uma dessas ocasiões, ele chegou a se envolver com outra pessoa, mas não seguiram adiante.

Mesmo com tantos conflitos, sempre havia uma ligação muito forte entre nós. Eu sentia que não o completava em muitas coisas, mas mesmo assim não conseguíamos ficar longe um do outro.

Meus pais não aprovavam muito o relacionamento por causa das brigas e também por suspeitas de traição. Ele diz que não houve traição, mas para mim era difícil entender como alguém termina um relacionamento e, na semana seguinte, já está com outra pessoa.

Apesar de tudo, em 2010 nos casamos na igreja evangélica, onde congrego até hoje.

Em 2015, aos 31 anos, me tornei mãe. Hoje minha filha tem 10 anos e é o nosso milagre. Ela nasceu com uma má formação no coração, mas Deus a curou. Vivi muitos milagres e recebi inúmeras bênçãos do Senhor.

Amo o versículo de Salmos 116:12:

"Que darei eu ao Senhor por todos os benefícios que me tem feito?"

Nos primeiros anos de casamento tudo parecia maravilhoso. Porém, as cobranças dele por atenção, carinho e até na área sexual nunca cessaram. Para ele, nada era suficiente. E eu, por outro lado, não entendia que isso era realmente um problema.

Seguimos a vida assim. Éramos muito unidos, fazíamos muitas coisas juntos, viajávamos e eu nunca fui de ficar controlando ou desconfiando dele. Aos meus olhos, era um casamento feliz. Mas eu não sabia o que se passava dentro dele.

Reconheço que também errei como mulher, principalmente na parte sexual. Cheguei a procurar médicos para saber se havia algum problema comigo, pois não sentia muita vontade. Fiz exames, mas nada foi detectado, e seguimos a vida normalmente.

Em 2019, meu esposo passou no concurso para Guarda Civil Municipal no estado de São Paulo. Era o sonho dele usar farda, e ele realizou esse sonho.

Ele era um bom pai, tocava na orquestra da igreja e estava sempre presente nas atividades da igreja. Porém, seu coração já estava se corrompendo.

No início de 2024, mais precisamente em abril, comecei a perceber mudanças no comportamento dele. Ele estava frio, distante, não parava em casa e passou a se preocupar muito com aparência.

Aquilo acendeu um alerta em mim.

Comecei a questionar o que estava acontecendo, mas ele sempre negava. Com o tempo a situação piorou: ele parou de ir à igreja e estava cada vez mais distante.

Conversei com minha cunhada e ela me disse:

“Eu acho que ele está te traindo.” Eu não queria acreditar.

Mas ela me deu a ideia de colocar um rastreador no carro dele, e foi assim que descobri a verdade. Ele dizia que estava trabalhando como motorista de aplicativo, mas o rastreador mostrava que ele sempre ia para o mesmo endereço.

Em uma segunda-feira ele disse que estava fazendo corridas. Então chamei um carro por aplicativo e fui até o local indicado pelo rastreador. Quando cheguei, o carro estava estacionado na rua. Fiquei esperando para ver de qual casa ele sairia.

E então eu o peguei saindo de uma casa.

Não teve como negar. Ele estava tendo um caso. A partir dali minha vida virou um inferno.

Peguei ele outras vezes na casa dessa mulher. Cheguei a conversar com ela, e ela disse que ele havia contado que não era casado, que estávamos separados há dois anos. Eu disse que aquilo era mentira, pois não faria sentido eu estar ali se estivéssemos separados.

Mesmo sabendo da verdade, ela continuou com ele.

Irmãs, eu vivi dores terríveis. Chorava todos os dias. Emagreci quase 10 quilos. Mas, graças a Deus, não entrei em depressão, porque eu tinha uma filha para criar.

Foram meses muito difíceis.

Esse homem se transformou em outra pessoa. No primeiro dia de 2025, precisei registrar um boletim de ocorrência contra ele, pois ele chegou a me ameaçar. Consegui uma medida protetiva e foi assim que consegui tirá-lo de casa.

Foi aí que meu deserto começou fora de casa.

Ele não queria cumprir suas obrigações como pai, não pagava as parcelas do carro que estava no meu nome, estava agressivo e perturbado. Mesmo com a medida protetiva, ele tentava voltar para casa.

Mas com o tempo comecei a me firmar em Deus.

Fiz muitos propósitos de oração. E Deus sempre falava comigo que Ele iria agir, mas que eu precisava passar por aquele processo, pois seria um grande testemunho. Foi nesse período que eu realmente conheci a Deus — não apenas de ouvir falar, mas de ter intimidade com Ele.

Eu cresci espiritualmente. Deus foi me fortalecendo. Comecei a cuidar de mim e da minha filha. Voltei a viver minha vida. Viajei, estudei, me envolvi mais na obra do Senhor e, aos poucos, fui sendo curada. Enquanto isso, a fantasia que ele estava vivendo começou a ruir.

Ele começou a adoecer, desenvolveu pressão alta e sua vida financeira entrou em caos. Chegou a dever para agiotas e a família dele precisou pagar a dívida para evitar algo pior. Enquanto isso, eu estava em paz, descansando em Deus.

Confesso que já não me preocupava mais com a restauração do casamento. Se acontecesse, amém. Eu havia entregue tudo nas mãos de Deus. Foi então que algo mudou. Ele começou a se incomodar com a minha mudança. Dizia coisas como: “Quando estávamos juntos você não se arrumava assim… agora está mais bonita, mais corajosa.” Mas eu não dava muita importância.

Então fiz uma campanha de 10 dias de oração pedindo uma direção a Deus. Comecei no dia 06/02/2026. No dia 13, durante a madrugada, Deus falou comigo de forma muito especial e disse que na semana seguinte eu teria uma surpresa.

No último dia da campanha, dia 16, ele apareceu pela manhã na minha casa pedindo para voltar. E foi exatamente como eu havia pedido a Deus: que ele viesse pedir para voltar e já trouxesse suas coisas no mesmo dia.

E foi assim que Deus fez.

Essa nova fase ainda tem sido desafiadora. Eu imaginei que ele voltaria totalmente arrependido, mas ainda existem muitos processos acontecendo. Tenho pedido a Deus sabedoria para viver essa fase. Confesso que não tem sido fácil, mas eu creio que Deus está no controle de tudo. Se foi Deus quem trouxe de volta, eu acredito que com o tempo as coisas vão se encaixar.

A SOL tem sido uma grande bênção em todo esse processo. Sempre disposta a ajudar, com conselhos vindos da parte de Deus. Louvo ao Senhor pela vida dessa mulher que se levantou para ajudar outras pessoas, porque ela sabe exatamente o que é sentir essa dor que dilacera o coração.

Eu creio que a obra será completa.

Porque aqueles que esperam no Senhor têm suas forças renovadas todos os dias. Deus seja louvado!

Quando Ele fala, Ele cumpre. Então eu digo a você:

não desista do seu casamento. Pode até parecer impossível, mas:

Quando Deus opera, quem pode impedir? 

Priscila Clemente
priperfil1@gmail.com

quarta-feira, 11 de março de 2026

ORAÇÃO DE PODER PARA MILAGRES, LIBERTAÇÃO E RESTAURAÇÃO FAMILIAR






Pai amado e Deus Todo-Poderoso, Criador dos céus e da terra, eu me coloco diante da Tua santa presença com humildade e fé, reconhecendo que Tu és o Senhor que governa todas as coisas e que nada foge ao Teu controle. A Tua Palavra declara em Jeremias 32:27 que Tu és o Deus de toda a humanidade e que nada é difícil demais para Ti. Por isso eu descanso no Teu poder e na Tua soberania, sabendo que o Senhor continua realizando milagres, maravilhas e grandes obras na vida daqueles que confiam em Ti. Hoje eu levanto minha voz em oração e declaro que a Tua mão poderosa está se movendo em favor da minha vida, da minha família e do meu lar. Tu és o Deus que abre portas que ninguém pode fechar, que restaura o que foi quebrado e que transforma situações impossíveis em testemunhos de vitória.

Senhor, fortalece o meu coração para que eu permaneça firme na fé, porque a Tua Palavra ensina em Hebreus 11:1 que a fé é a certeza daquilo que esperamos e a convicção das coisas que ainda não vemos. Por isso eu declaro que não serei guiado(a) pelo medo, nem pelas circunstâncias, nem pelas dificuldades que se levantam diante de mim. Eu escolho confiar no Teu poder e na Tua fidelidade. Eu creio no milagre da restauração completa da minha vida e da minha família. Eu creio que o Senhor está trabalhando profundamente em meu casamento com meu cônjuge (NOME), restaurando sentimentos, curando feridas antigas e reconstruindo aquilo que parecia perdido. Eu declaro que o Teu Espírito Santo está trazendo paz onde havia conflito, amor onde havia frieza e esperança onde havia desânimo.

Pai amado, a Tua Palavra afirma em Tiago 4:7 que quando nos submetemos a Deus e resistimos ao inimigo, ele foge de nós. Por isso, em nome de Jesus Cristo, eu me levanto espiritualmente contra toda influência maligna que tenta agir contra minha vida, contra meu casamento e contra minha família. Eu declaro que toda obra das trevas, todo espírito de confusão, discórdia, mentira, desânimo, separação ou destruição perde agora o seu poder. Pelo poder do nome de Jesus, toda cadeia espiritual é quebrada, toda opressão é anulada e toda estratégia do mal contra minha casa é desfeita. Declaro que a presença de Deus invade meu lar agora, trazendo luz, paz, proteção e libertação completa.

Deus de milagres, eu creio que o Senhor continua operando maravilhas hoje. A Tua Palavra declara em Marcos 10:27 que aquilo que é impossível para os homens é possível para Deus. Por isso eu declaro que milagres estão acontecendo neste momento em minha vida e na vida da minha família. Onde havia tristeza, o Senhor está derramando consolo. Onde havia distância, o Senhor está trazendo reconciliação. Onde havia frieza, o Senhor está reacendendo o amor. Eu profetizo que o Espírito Santo está tocando profundamente o coração do meu cônjuge (NOME), trazendo transformação, despertando amor, responsabilidade e desejo de restaurar nossa aliança diante de Deus. Declaro que o Senhor está reconstruindo os alicerces do nosso relacionamento e fortalecendo nosso amor com graça, perdão e maturidade espiritual.

Senhor, eu também descanso sabendo que o Senhor luta por mim. Assim como está escrito em Êxodo 14:14 que o Senhor peleja por nós, eu declaro que toda batalha espiritual levantada contra minha família está sendo vencida pelo Teu poder. O Senhor é o meu defensor, o meu libertador e o meu socorro presente em todo tempo. Eu declaro que fortalezas espirituais estão sendo derrubadas, que mentiras estão sendo destruídas e que toda obra contrária ao propósito de Deus para minha casa está sendo anulada. Que a Tua presença seja como um muro de proteção ao redor do meu lar, guardando-nos de todo mal e estabelecendo paz, segurança e estabilidade em nossas vidas.

Pai querido, eu também declaro que a Tua provisão se manifesta sobre todas as áreas da minha vida. A Tua Palavra promete em Deuteronômio 28:12 que o Senhor abre o Seu bom tesouro para abençoar a obra das nossas mãos. Por isso eu profetizo prosperidade, portas abertas, oportunidades e crescimento sobre minha vida financeira e profissional. Declaro que toda escassez é substituída por provisão, toda dívida é transformada em testemunho de libertação financeira e toda preocupação é substituída pela paz que vem do Senhor. Eu creio que o Senhor está levantando novas oportunidades e conduzindo minha vida para um tempo de estabilidade, crescimento e abundância.

Senhor, também entrego diante de Ti o coração da minha família. A Tua Palavra diz em Salmos 147:3 que o Senhor cura os quebrantados de coração e trata das suas feridas. Por isso eu Te peço que cures profundamente cada ferida emocional que ainda existe em nossas vidas. Que o Teu Espírito Santo traga restauração, reconciliação e renovação para nossa família. Que toda mágoa seja transformada em perdão, toda tristeza seja transformada em alegria e toda insegurança seja substituída pela paz e pela confiança em Deus.

Pai amado, eu também declaro vida nova sobre minha casa. Assim como está escrito em Ezequiel 37:5 que o Senhor faz entrar o fôlego de vida e tudo volta a viver, eu profetizo vida sobre meu lar, sobre meu relacionamento, sobre minhas finanças, sobre minha saúde e sobre o futuro da minha família. Tudo aquilo que parecia fraco recebe força agora, tudo aquilo que parecia perdido está sendo restaurado e tudo aquilo que parecia morto volta a viver pelo poder de Deus. Eu declaro que o Espírito Santo sopra vida sobre meu casamento e fortalece nossa união com amor verdadeiro, fidelidade e compromisso.

Senhor, eu Te agradeço porque sei que o Senhor já está agindo. A Tua Palavra declara em Filipenses 4:19 que o Senhor supre todas as nossas necessidades segundo as riquezas da Sua glória. Por isso eu descanso na Tua fidelidade e agradeço pelos milagres que já estão acontecendo, mesmo aqueles que meus olhos ainda não podem ver. Eu creio que testemunhos poderosos surgirão desta situação e que o Teu nome será glorificado através da restauração da minha família e da transformação da nossa história.

Obrigado, Senhor, porque o Teu poder está operando agora. Obrigado pela libertação, pela cura, pela restauração e pelas bênçãos que estão sendo derramadas sobre minha casa. Eu declaro que minha família pertence ao Senhor, que meu lar é guardado pela Tua presença e que o futuro que o Senhor preparou para nós será cheio de paz, alegria e vitória.

Em nome poderoso de Jesus Cristo eu oro, declaro e recebo pela fé. Amém, amém e amém!

Sol
Blog Restaurar Casamentos

terça-feira, 3 de março de 2026

Relato de louvor das bênçãos do Senhor nos 10 anos morando no exterior


Hoje mais uma vez nossa querida Aline* (nome fictício, ela pediu que mudasse o nome dela no texto por motivos pessoais) veio testemunhar mais uma vez, com gratidão no coração, as obras que o Senhor está fazendo em sua vida. Ela imigrante em outro país passou por muitas situações difíceis, mas em todas o Senhor esteve presente sendo um bom Pai e um Deus provedor. Hoje ela glorifica ao Senhor e relata como tem sido esses 10 anos morando no exterior. (O primeiro testemunho está ao final do texto).

"
Aline* Deus é contigo e está cuidando de ti e da sua família por onde passar, as obras apenas começaram e saiba que seu marido está sendo sondado pelo Pai e no tempo certo o coração dele será convertido em amor e graça. Deus abençoe e prossiga firme no seu propósito."

 

Sol

................................................... 


Recordando aqui que em Março vai fazer 10 anos que cá estou , neste tempo tantas experiências… 
 
Glorifico a Deus por cada uma delas pois foi através delas que hoje olho pra trás e vejo quantas vitórias o Senhor me deu. Cheguei aqui nos EUA em Março ainda estava nevando tudo lindo, pra começar eu amei este lugar. Um dia sonhei caminhando em outro país. Deus realizou eu só não sabia que agora estaria entrando num deserto. Deserto financeiro, deserto de saúde, deserto no casamento e deserto com os filhos, mas como disse acima tudo experiência e aprendizado.
 
No deserto financeiro fiquei uns 4 anos, depois veio o deserto de saúde: um carro entrou dentro de uma casa e me atropelou, atingiu nas costas, fiquei com sequela mas Deus me livrou da morte. E neste processo também meus filhos um com 22 outro com 17 saíram dos caminhos do Senhor, o mais velho saiu de casa chegou a se casar ficou 2 anos casado e não deu certo divorciou. 
 
E o deserto conjugal eu já estava e não sabia, o curioso é que eu sempre gostei de ouvir testemunho escutar histórias e comecei a ouvir testemunhos de restauração (eu amava) parecia capítulo de novela. Até o dia em que pedi ao Senhor pra me mostrar o que estava acontecendo com meu amado que estava no Brasil, e o Senhor mostrou ele estava me traindo e eu aqui trabalhando cuidados nossos filhos adolescentes. 
 
A primeira semana foi o terror que todos que passaram conhece, e a partir deste momento comecei a minha busca. Primeiro eu pensava que seria impossível meu esposo chegar aqui. Deus trouxe, está em casa hoje. Mas hoje eu consigo ver o que o Senhor fez, eu que sou extremamente independente, Deus me mostrou: "Você vai depender de mim agora", principalmente na situação do acidente dependi de ajuda financeira e de comida, pois só eu e meu filho mais velho trabalhava e agora eu não conseguiria trabalhar por um mes. Parece pouco tempo, mas foi o suficiente pra eu sentir como Deus é quem provê para nos, pois Ele nunca deixou faltar nada.
 
Eu pensava muito também que quando meu esposo chegasse meus problemas cessariam, Deus me mostrou neste período 9 anos só que Deus era meu marido. Hoje glorifico ao Senhor pois meu filho mais velho está casado voltou aos caminhos do Senhor e o mais novo hoje conseguiu com 24 anos está servindo ao exército aqui. Então só tenho motivos para glorificar e agradecer ao Senhor por toda experiência que Ele tem me dado. 
 
Quanto ao casamento o Senhor está cuidando, hoje já consigo descansar em Deus e sei que Ele fará o melhor pela minha casa.
 

 
 
 Aline* 
 

sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

Ele Lutou em silêncio por 2 anos e Deus o honrou restaurando sua família



Hoje vamos glorificar a Deus pelo testemunho do amigo Roosevelt, que vem nos contar como enfrentou um deserto de dois anos lutando bravamente pelo casamento. Sua história é um testemunho vivo de coragem, maturidade e fidelidade. Em meio às tempestades, ele escolheu não permitir que as circunstâncias definissem quem ele é nem apagassem os valores que carrega. Mesmo com erros na caminhada ele não desistiu enquanto muitos teriam desistido, ele permaneceu firme, guardando o coração, sustentando a fé e lutando com dignidade pela restauração do seu casamento. Sua postura revelou caráter, e sua perseverança falou mais alto do que qualquer palavra.

Roosevelt que sua caminhada seja sempre lembrada como prova de que o amor verdadeiro resiste, amadurece e vence. Deus honra aqueles que não se deixam moldar pelo caos, mas pela promessa. Sua perseverança inspira outros homens a entenderem que lutar não é fraqueza, é honra; esperar não é perda de tempo, é confiança. Que essa vitória seja apenas o começo de uma nova estação, marcada por cura, reconstrução e propósito.

Sol
...............................................................

Olá, irmãos e irmãs de fé.


Hoje, ainda que de forma tardia, venho compartilhar o meu testemunho de restauração e do agir de Deus na minha vida. Confesso que, no início, o medo bateu forte, mas hoje só posso glorificar a Deus pela maravilha e pela salvação que Ele realizou no meu casamento.

Meu nome é Roosevelt, tenho 43 anos. Sou casado com a Cinthia, de 41 anos. Estamos casados há 13 anos e temos três joias fruto dessa união: um menino de 11 anos, e o casal de gêmeos de 6 anos. O testemunho que compartilho hoje refere-se a um deserto de quase dois anos, marcado por muita agonia e sofrimento, mas que hoje me permite exaltar o nome de Jesus Cristo, o Salvador.

No final de 2008, mudei da minha cidade natal, no interior de São Paulo, com cerca de 15 mil habitantes, na região do Fundo do Vale, para Taubaté/SP, no centro do Vale do Paraíba. Tomei essa decisão com o intuito de seguir minha jornada profissional, pois na região onde eu morava não havia oportunidades de crescimento.

Naquela ocasião, quando vim para Taubaté, eu estava em um relacionamento de nove anos com outra pessoa, mas nossas agendas estavam sempre desencontradas e já não havia mais sentimentos. Assim, houve o rompimento. Como relatei, cheguei a uma nova cidade com foco profissional. Nesse período, morei com um casal de irmãos que eram da minha cidade e que já estavam em Taubaté havia algum tempo. Eles me acolheram durante essa transição.

Em 2008, comecei a trabalhar em uma empresa que realizava serviços de engenharia e projetos para a Sabesp, companhia de saneamento básico de água e esgoto de São Paulo. Eu não me sentia feliz nesse trabalho e, por isso, passei a buscar novas oportunidades, até conseguir ingressar em uma multinacional na mesma cidade.

Nesse novo emprego, conheci várias pessoas bacanas no departamento, homens e mulheres muito acolhedores. No café, conversávamos sobre rotina profissional e sobre questões pessoais, ainda mais porque eu estava longe da minha família. Trabalhei cerca de dez meses nessa empresa, até receber uma proposta em outra empresa, em uma cidade vizinha, com melhor remuneração, e acabei aceitando.

Foi nesse momento que começou a minha história com a Cinthia. Após quatro meses de trabalho nessa nova empresa, uma amiga que eu havia conhecido na empresa anterior me enviou um e-mail dizendo que gostaria de me apresentar uma amiga que estava solteira e que tinha tudo a ver comigo, pois era romântica, alegre e gostava de estar com os amigos.

Recebi o e-mail com a foto da Cinthia e, naquele primeiro momento, estando sozinho em Taubaté, admirei sua beleza e aceitei o convite para que marcassem um encontro, onde poderíamos nos conhecer entre amigos. Em uma quinta-feira, ela me chamou para irmos a uma pizzaria. Eu, todo sem jeito, meio “caipirão”, não sabia qual seria o impacto daquele encontro.

Cheguei ao local, fui muito bem recebido e conheci a Cinthia. Ela estava alegre e espontânea. Na televisão passavam músicas internacionais dos anos 80 e 90, e ela comentava animada o quanto gostava desse estilo musical e daquele clima. Comemos pizza, rimos bastante, e ela me convidou para, no dia seguinte, irmos a uma balada da cidade onde aconteceria uma festa à fantasia. Infelizmente, recusei, pois tinha compromissos na cidade dos meus pais.

Na hora de ir embora, convidei a Cinthia para ir comigo no meu carro. Ela aceitou, e acabamos nos beijando dentro do carro. Os dias foram passando e ela não saía da minha cabeça. Trocávamos mensagens, eu insistia em um novo encontro, mas percebia certa resistência da parte dela, o que me fazia até duvidar do interesse.

Consegui, com insistência, marcar um novo encontro. Saímos para jantar em um restaurante da comunidade italiana da cidade e, a partir dali, começamos a trocar experiências de vida, compartilhando nossas histórias até aquele momento. Depois desse encontro, passamos a sair com frequência. Cinthia era formada em jornalismo, mas estava desempregada. Vinha de uma família humilde: o pai sofria de transtorno bipolar e estava afastado, e a mãe ajudava a sustentar a casa como podia.

Em dezembro de 2009, começamos a namorar. Ela me apresentou a alguns familiares. O Natal daquele ano cada um passou com sua família, mas, na virada do ano, resolvemos fazer uma viagem para Trindade, no litoral de Paraty/RJ. Foi tudo maravilhoso, e ali entendemos que poderíamos trilhar um relacionamento sério e levar aquilo adiante. Em maio de 2011, ficamos noivos e decidimos marcar o casamento para agosto de 2012.

Durante o período de noivado, à medida que a convivência se intensificava, alguns sinais começaram a aparecer. A Cinthia tinha um temperamento forte e explosivo, principalmente quando fazia uso de bebida alcoólica. Naquele tempo, eu ainda não possuía maturidade emocional nem espiritual para compreender a gravidade disso dentro de um casamento. Muitas situações eu acabava relevando, acreditando que com o tempo tudo se ajustaria.

Íamos à igreja, mas nossa fé era superficial. Ambos já tínhamos histórico dentro da igreja: eu auxiliava na organização eventos e a Cinthia cantava no ministério de louvor. Contudo, não vivíamos um relacionamento verdadeiro com Deus. Éramos religiosos, mas não espirituais.

Pouco antes do casamento, fui surpreendido com a perda do meu emprego. Foi um período de muito medo e insegurança, pois já havia compromissos financeiros assumidos com o casamento, aluguel e outras despesas. Humanamente, parecia que tudo iria desmoronar. No entanto, Deus agiu rapidamente e, em cerca de uma semana, fui recolocado profissionalmente na mesma empresa que havia trabalhado anteriormente. Seguimos, então, com os preparativos.

Nos casamos em agosto de 2012. O início da vida conjugal foi marcado por expectativas, mas também por desafios. Minha vida profissional começou a crescer, passei a viajar com frequência a trabalho e, posteriormente, fui aprovado para lecionar como professor universitário, dando aulas no período noturno em outra cidade. Minha rotina se tornou extremamente puxada, o que começou a gerar desgaste e distanciamento no relacionamento.

As discussões passaram a ser constantes. Havia dificuldades de diálogo, cobranças excessivas, a Cinthia tinha dificuldade na cozinha, sempre me sobrecarregando, desequilíbrio emocional e ameaças frequentes de separação. Muitas vezes, para evitar conflitos maiores, eu me calava, engolia a dor e seguia tentando manter a família unida, mas isso apenas acumulava feridas.

Em 2014, Deus nos presenteou com o nascimento do nosso primeiro filho. Foi um momento de grande alegria e esperança. Tentamos nos reaproximar, buscamos ajuda e chegamos a participar de um grupo de casais na igreja. Porém, ainda não havíamos colocado Deus verdadeiramente no centro do nosso casamento. Continuávamos tentando resolver tudo com nossas próprias forças.

No ano de 2015, enfrentamos um período muito difícil: minha mãe adoeceu gravemente com um AVC que deixou sequelas. Diante da situação, trouxemos meus pais para morarem perto de nós em Taubaté, para que pudéssemos cuidar deles mais de perto. Essa nova realidade trouxe um impacto emocional, físico e estrutural muito grande para dentro do nosso lar, aumentando ainda mais o cansaço, a pressão e os conflitos já existentes.

Com o passar do tempo, em 2017, a Cinthia decidiu realizar uma cirurgia bariátrica, ela não tinha indicação médica real para realizar o procedimento, pois o peso era pouco acima do peso ideal, mas ela não conseguia seguir uma dieta regular e academias, optou em engordar para passar por esse procedimento. A cirurgia trouxe mudanças físicas importantes, porém o processo emocional foi extremamente delicado.

Após a bariátrica, surgiram inseguranças profundas, oscilações de humor e fragilidade emocional, o que intensificou ainda mais os conflitos dentro do nosso casamento. Eu, por minha vez, não soube lidar com essa fase da maneira correta. Em vez de acolher e sustentar emocionalmente, muitas vezes me afastei, o que contribuiu para o aumento da distância entre nós.

As brigas continuavam, quase sempre acompanhadas da palavra “separação”. O ambiente dentro de casa se tornava cada vez mais pesado e instável. Ainda assim, seguimos, acreditando que tudo aquilo iria passar com o tempo. Mas o que ainda estava por vir exigiria um nível muito mais profundo de quebrantamento e  dependência de Deus.

Em 2018, infelizmente, minha mãe faleceu, após complicações do AVC e de uma erisipela. O mais doloroso é que ela estava hospitalizada, com alta programada, quando sofreu uma parada cardíaca e partiu. Foi uma perda devastadora para mim. Perdi minha referência espiritual, minha base, minha mãe.

Em meio a esse luto, recebemos a notícia de uma gravidez. Aquela vida trouxe esperança em um momento de tanta dor. Porém, pouco tempo depois, perdemos o bebê em um aborto espontâneo, com cerca de três meses de gestação. Foi mais uma perda, quase insuportável. Estávamos enterrando minha mãe e, ao mesmo tempo, lidando com a perda de um filho que não chegaria a nascer.

Alguns meses depois, Deus nos surpreendeu novamente. Descobrimos que seríamos pais outra vez e, para nossa surpresa, de gêmeos. A notícia trouxe alegria, mas também medo e insegurança, pois ainda estávamos emocionalmente feridos por tudo o que havíamos vivido.

Enquanto aguardávamos a chegada dos gêmeos, meu pai adoeceu gravemente, enfrentando problemas sérios de saúde que exigiram cirurgias e acompanhamento constante. Em julho de 2019, cerca de um ano após a morte da minha mãe, meu pai também faleceu, igualmente no hospital, em uma situação muito semelhante, com alta programada. Em pouco tempo, eu havia perdido pai e mãe.

Em setembro de 2019, nasceram nosso casal de gêmeos. A chegada deles foi um sopro de vida em meio a tanto sofrimento. Contudo, apenas um mês depois, em outubro de 2019, meu sogro veio a falecer. Era como se estivéssemos vivendo uma sequência contínua de lutos e provações.

Vivíamos um misto constante de alegria e dor: vida chegando e vidas partindo. Emoções extremas se alternando, sem tempo para elaborar nada. Nosso casamento já vinha fragilizado, e todo esse contexto só aprofundou o distanciamento emocional entre nós.

Espiritualmente, estávamos frágeis. Não buscávamos a Deus como deveríamos. Tentávamos sustentar tudo com nossas próprias forças e isso nos esgotava. O casamento seguia com altos e baixos, muitas discussões, pouca comunicação e muita mágoa acumulada.

Esse período foi determinante para o que viria depois. As feridas emocionais, os lutos não elaborados e a ausência de Deus no centro do casamento prepararam o cenário para a maior crise da nossa história. O deserto ainda não havia terminado.

Em 2020 veio a pandemia. Ficamos confinados dentro de casa, um período que, curiosamente, diminuiu algumas brigas no início, talvez pelo medo coletivo e pela necessidade de adaptação. Porém, eu não me sentia bem ficando apenas em casa e comecei a ir com mais frequência para a empresa. Internamente, eu já não sentia prazer em voltar para casa, embora amasse meus filhos.

Nesse período, minhas finanças começaram a apertar. Eu já não dava mais aulas na universidade e a renda havia diminuído. Foi um ano difícil, de sobrevivência emocional e financeira, mas conseguimos atravessar.

Em 2021, com a queda da pandemia e o mercado tentando se reorganizar, comecei a enfrentar problemas no ambiente de trabalho. Eu já não estava satisfeito profissionalmente. Foi então que surgiu a oportunidade de trabalhar em uma grande empresa do agronegócio, no segmento de café, em Guarulhos/SP. Fui aprovado e iniciei em setembro de 2021.

O salário era melhor e, em apenas quatro meses, fui promovido a gerente executivo nacional, respondendo diretamente a um dos donos da empresa. Profissionalmente, eu estava em ascensão. Porém, aquilo que parecia uma vitória logo se tornaria mais um ponto de tensão dentro do meu casamento.

Uma das exigências da empresa era que eu morasse na região. Optei por não mudar a família, passando a viajar diariamente cerca de 110 km para ir e 110 km para voltar, para que minha esposa não perdesse a rede de apoio, a rotina das crianças e a qualidade de vida. Achei que estava fazendo o melhor para todos.

Nesse período, minha esposa passou a desejar uma casa maior. Mesmo com receio, acabei cedendo. Ela parecia compreender minha rotina de trabalho, mas, na prática, isso não se sustentou. As cobranças aumentaram. Muitas vezes eu chegava exausto do trabalho e ouvia que ela estava cansada de ficar em casa. Saía, deixava as crianças comigo, e eu ainda precisava cuidar delas e preparar a comida.

Foi então que começaram episódios mais graves. Minha esposa passou a ter crises de convulsão, ficava extremamente irritada e instável emocionalmente. Em um desses episódios, enquanto levava nosso filho caçula ao médico, convulsionou ao volante e bateu o carro. Graças a Deus, nada de grave aconteceu com ela nem com nosso filho, mas o impacto emocional foi enorme.

Após esse episódio, ela desenvolveu pânico, ansiedade e depressão. O ambiente em casa se tornou muito pesado. Qualquer diálogo era carregado de ironia e agressividade. Um simples “bom dia” vinha acompanhado de frases como: “só se for bom para você”. Eu não podia atender telefone perto dela. Os eventos profissionais que eu precisava participar eram motivo de acusações e insultos.

As discussões passaram a ser ofensivas. Até momentos que deveriam ser de celebração eram marcados por insatisfação. Chegou a comentar com minha sogra que parecia haver “um boi morto” dentro da casa onde morávamos, de tão pesado que o ambiente estava.

Aquilo começou a me adoecer profundamente. Eu ia trabalhar sem vontade de voltar para casa. No ambiente profissional, era admirado e respeitado, mas ninguém fazia ideia do inferno emocional que eu vivia dentro do meu lar.

Mesmo sendo uma pessoa de fé, comecei a questionar a vontade de Deus para o nosso casamento. Ano após ano, sempre surgia um novo problema. Bens que conquistávamos se perdiam. Eu não me sentia apoiado em decisões que eram para o bem da família. Muitas vezes sentia, inclusive, que minhas conquistas despertavam incômodo, e não alegria.

Em 2022, decidimos mudar novamente de casa. Ainda trabalhando na empresa, precisei fazer uma viagem até outro estado para acompanhar uma operação. Foi ali que uma brecha se abriu. Eu estava emocionalmente esgotado, me sentindo sozinho, sem apoio, e uma supervisora do meu time começou a me dar atenção.

Ao mesmo tempo, minha esposa descobriu que as convulsões estavam relacionadas a quadros de hipoglicemia, consequência da cirurgia bariátrica realizada em 2017 uma cirurgia que, como relatei, não era clinicamente necessária, mas que foi feita por decisão dela. Diante disso, ela precisou passar por um processo de reversão da bariátrica, o que agravou ainda mais seu estado emocional.

Nesse mesmo período, comecei a atuar paralelamente com uma empresa própria, conciliando com o regime CLT. Pouco tempo depois, fui desligado da empresa de Guarulhos, permanecendo apenas com minha empresa.

Cometi então mais um erro: contratei aquela supervisora para trabalhar comigo em home office. Quis ajudar, pois ela era mãe solo de duas filhas, mas hoje reconheço que isso abriu ainda mais brechas que não deveriam existir. Foi nesse contexto que começaram acontecimentos espiritualmente estranhos e perturbadores, que mais tarde eu entenderia como parte de uma batalha muito maior. O casamento já estava à beira do colapso.

Em 2023, tudo aquilo que vinha sendo acumulado ao longo dos anos explodiu de forma abrupta e dolorosa. Em uma noite, minha esposa pegou meu celular e viu mensagens que não a agradaram, relacionadas à supervisora do outro estado. Mesmo eu explicando que não havia relação física, aquilo foi suficiente para desencadear uma fúria descontrolada.

Começamos a discutir dentro do quarto, e a situação saiu completamente do controle. Ela passou a me agredir fisicamente e, quando tentei apenas me defender, sem intenção alguma de machucá-la, meu dedo acabou resvalando em seu rosto. Aquilo foi o estopim para algo muito mais grave. Em um acesso de raiva extrema, ela pegou uma faca e partiu para cima de mim.

Nossos filhos quase presenciaram uma tragédia. Naquele momento, o instinto de sobrevivência falou mais alto. Saí correndo de casa, em desespero, e fui para a casa da minha sogra. Ali, eu estava completamente quebrado, sem entender como nossa história havia chegado àquele ponto.

No dia seguinte, tentei conversar com minha esposa, mas não consegui. Tive acesso apenas às minhas coisas pessoais, que já estavam separadas fora de casa. Era como se eu tivesse sido expulso da própria vida.

Entrei em contato com amigos, buscando algum consolo. Muitos diziam que tudo iria passar, mas dentro de mim a dor só aumentava. Nesse período, minha esposa chegou a entrar em contato com a outra mulher (OM), buscando detalhes. Essa mulher afirmou que não havia nada além de trabalho e chegou a dizer que nós deveríamos refletir, perdoar e tentar consertar o casamento.

Fiquei cerca de cinco dias na casa da minha sogra, e ali tive consciência de duas coisas muito fortes: o quanto a dor pela perda dos meus pais ainda estava viva dentro de mim e o quanto eu ainda amava minha esposa, apesar de tudo.

Minha sogra, sempre defensora da família, pediu para que minha esposa me aceitasse de volta em casa. Ela aceitou, mas deixou claro que seria apenas pelos filhos. Voltamos a conversar, mas tudo era frio, distante e mecânico. Não havia amor, apenas convivência forçada.

No dia a dia, ela constantemente jogava na minha cara que eu estava com outra pessoa, e eu sempre negava. Chegou a dizer que, se eu tivesse direito, ela também teria. A indiferença dentro de casa passou a me matar por dentro. Ela era fria, grossa, humilhante. Eu me sentia invisível.

Foi nesse período que comecei a buscar mais a Deus. Um amigo passou a me buscar quase todos os dias e me levava à igreja que ele congregava. Ali eu sentia algum alívio, alguma paz momentânea. Mas, quando voltava para casa e ficava sozinho, o desespero tomava conta novamente.

Nesse mesmo tempo, uma pessoa que eu conhecia havia cerca de sete anos, de um antigo emprego, começou a me enviar mensagens dizendo que minha vida tinha um propósito e que eu precisava “aceitar” certas coisas para que tudo entrasse no eixo. Foi assim que ela me convidou a ir à Umbanda, dizendo que aquele era o meu lugar.

Eu aceitei e fui uma noite. Confesso que me senti extremamente desconfortável. Aquilo não fazia sentido para a minha fé. Voltei para casa ainda mais confuso espiritualmente. Minha esposa estava pior, proferindo palavras de baixo calão, agressiva, parecia fora de si. Aquela noite foi muito ruim, e eu estava completamente perdido.

Eu era católico, já havia frequentado igreja evangélica, e agora tinha ido à Umbanda. Estava sem direção, com uma tristeza profunda no peito e uma sensação constante de opressão.

Foi então que um amigo, que havia passado por problemas semelhantes no casamento, me indicou algo que mudaria minha caminhada: ler e ouvir testemunhos de restauração de casamento. Ele me disse que aquelas batalhas não eram em vão, que Deus queria me tratar e usar minha vida como testemunho.

Nesse período, ele me indicou o Blog Restaurar Casamento, da Sol. Ansioso e desesperado, comecei a ouvir testemunhos, ler relatos e isso foi acalmando meu coração. Cheguei a enviar um e-mail para a Sol, que com muito respeito me explicou que, por ter apenas um grupo naquele momento, eu ainda não poderia entrar no grupo de WhatsApp, pois era voltado para pessoas que já estavam separados, e no meu caso, não havia separação física. Mesmo assim, os testemunhos começaram a me fortalecer.

Passei a jejuar, orar mais e buscar a Deus no secreto. Meu coração foi sendo acalmado, mas dentro de casa eu vivia um verdadeiro deserto. As conversas eram mínimas, limitadas a filhos e contas. Não havia relação conjugal, não havia afeto.

Nesse período, minha esposa passou a sair com duas amigas, ambas casadas, que constantemente criticavam seus maridos e falavam abertamente sobre separação. Uma delas acabou se separando, e percebi claramente que aquilo era uma batalha espiritual, pois quanto mais eu tentava agir com força humana, mais minha esposa se afastava.

Ficamos assim por cerca de oito meses. Ela queria mudar para uma casa maior, com quatro quartos, para que tivesse o próprio quarto e liberdade, mantendo uma aparência de família apenas para que as crianças não percebessem que não éramos mais um casal. Eu não aceitei, pois acreditava na restauração. Ela dizia que isso era “coisa de crente” e que só eu lutava por algo que, para ela, já havia acabado. Mesmo assim, permaneci. Eu e Deus, no secreto. O deserto estava apenas começando.

Em dezembro de 2024, ainda acreditando que algo poderia mudar, vi uma casa que agradava à minha esposa. Ela concordou com a mudança, e eu aluguei o imóvel cheio de esperança. A casa tinha frases decorativas nas paredes, palavras sobre reconstrução, recomeço e coisas positivas. No meu coração, aquilo parecia um sinal de que Deus ainda poderia agir. Mas, na prática, foi um dos piores períodos que vivi.

Minha esposa voltou a trabalhar e, dentro dela, já existia um plano muito claro: quando estivesse financeiramente estabilizada, sairia de casa para viver a vida dela. A frieza aumentou ainda mais. O diálogo quase não existia. Ela se mostrava depressiva, distante e, ao mesmo tempo, dura e ríspida.

O que mais me feriu foi perceber o impacto disso nos filhos. Em determinado momento, ela disse ao nosso filho mais velho que nós estávamos ali apenas como amigos. Aquilo me destruiu por dentro. Eu não aceitava essa narrativa e isso gerava ainda mais discussões. As brigas se tornaram constantes.

As amigas continuavam influenciando fortemente. Sempre havia uma “novidade”, uma validação para a separação, e as críticas ao casamento e a mim só aumentavam. Além disso, as crises de depressão dela se intensificaram.

Como eu trabalhava em casa, vivia diariamente dentro desse ambiente pesado. Além de lidar com o distanciamento emocional, eu cozinhava, cuidava dela e das crianças. Mesmo fazendo tudo o que podia, aquilo começou a me adoecer profundamente também.

Foi nesse período que voltei com mais intensidade ao jejum e à meditação da Palavra. No fundo, eu sabia: aquela não era a mulher que eu havia conhecido. Eu tinha cada vez mais convicção de que não se tratava apenas de comportamento ou má vontade, mas de uma batalha espiritual real. Nada do que eu fazia funcionava. Presentes, mudanças, tentativas de agradar — tudo era rejeitado. A frase que eu mais ouvia era: “Com você, eu não volto mais.”

A dor de imaginar minha vida sem minha esposa e sem meus filhos todos os dias era insuportável. Eu já havia perdido meus pais. Agora, parecia que perderia minha família inteira. Poucas pessoas sabiam o que eu vivia. Em um momento muito marcante, meu barbeiro, enquanto fazia minha barba, disse algo sem saber de nada: “Não sei por que estou te dizendo isso, mas você e sua família são muito invejados.” 

Aquilo me assustou profundamente e reforçou em mim a certeza de que aquela situação não era normal. Passei a participar de orações de madrugada, especialmente durante a Quaresma, acompanhando os momentos com o Frei Gilson. Ouvi mais louvores, parei de murmurar sobre o relacionamento e comecei a confiar mais. Pelos testemunhos que ouvia, sabia que o deserto precisava ser atravessado — eu só pedia a Deus que fosse mais curto.

Aos poucos, houve pequenas melhoras: um tratamento um pouco mais respeitoso, alguns gestos de cuidado. Mas ainda havia muita frieza. Nesse mesmo período, nossas finanças começaram a despencar. 

Em março de 2025, com a situação financeira muito difícil, conversei com um amigo que me ofereceu uma oportunidade de trabalho em Curitiba/PR. Vi aquilo como uma possível mudança de ares e uma chance de recomeço, mas infelizmente não deu certo.

Minha esposa começou a trabalhar em outro emprego, no colégio das crianças. O diálogo melhorou um pouco, mas as dificuldades financeiras continuavam. Foi então que decidimos voltar para nosso apartamento, que já era nosso, para economizar com aluguel e tentar reorganizar a vida.

Em abril de 2025, voltamos para o apartamento. Era pequeno, com apenas dois quartos. Ficamos no quarto menor e as três crianças no maior. Foi uma grande prova de humildade e resistência.

A convivência continuava confusa. Em alguns momentos, ela permitia aproximação física; em outros, me rejeitava completamente. Eu sugeria passeios em família, mas ela não usava aliança. Dentro de casa, o deserto continuava. Para alguns, parecia que estava tudo bem, mas era apenas uma encenação.

No final de julho de 2025, decidimos levar as crianças para a praia, em uma cidade do litoral. No primeiro dia, tudo até correu bem. No segundo dia, porém, ela tirava fotos apenas com as crianças. Quando pedi uma foto nossa, ela se irritou profundamente. A volta foi marcada por discussões pesadas. Durante o trajeto, ela disse, exaltada: “Você não leva a sério. Tudo o que fazemos é pelos nossos filhos. Amanhã vou à advogada. Você sai de casa e paga a pensão.”

Mais uma vez, o desespero tomou conta de mim. Ela dizia que só eu queria a restauração, que quando apenas um luta não dá certo, que tentou perdoar e gostar de novo, mas não conseguiu. Que eu estava forçando uma situação que, para ela, já havia acabado.

Dessa vez, ela falou também com a família dela. Minha sogra, apesar de apoiar a decisão da filha, ainda me consolava dizendo que para Deus nada é impossível. Foi nesse momento que comecei a intensificar ainda mais minhas orações no secreto, os jejuns, a leitura da Bíblia e a ida à igreja. Ela queria um divórcio consensual, com um único advogado, exigindo pensão em valor mais alto e que eu saísse de casa, deixando o apartamento para ela e as crianças.

Humanamente, minha vida parecia desmoronar por completo. Quanto mais eu buscava a Deus, mais difícil parecia. A ideia de não acordar mais com meus filhos, de perder definitivamente minha família, era devastadora. Os trâmites do divórcio começaram a avançar., mas Deus ainda não havia dito a última palavra. Com o casamento extremamente fragilizado e minha esposa já se movimentando para entender o divórcio, eu me vi tomado por medo, ansiedade e um aperto constante no peito. Não era o que eu queria, mas precisava entender meus direitos, principalmente em relação aos meus filhos, caso a separação se concretizasse.

Procurei então um advogado diferente do advogado da Cinthia, apenas para orientação. Durante a conversa, contei toda a história: as perdas familiares, o desgaste emocional, a frieza dentro de casa e a iminência do divórcio. Depois de me ouvir atentamente, ele disse algo que me marcou profundamente: “Isso não é apenas um problema jurídico ou conjugal. Existe uma batalha espiritual clara acontecendo.”

Em seguida, ele me orientou: “Antes de qualquer decisão definitiva, procure um pastor. Nem tudo se resolve no papel.” 

Aquilo me impactou muito. Eu não esperava ouvir esse tipo de direcionamento em um ambiente jurídico. Para mim, foi mais uma confirmação de que Deus estava me conduzindo.Segui o conselho e procurei um pastor. Fui como eu estava: cansado, abatido, emocionalmente esgotado. Contei tudo, sem filtros — minhas dores, meu medo de perder minha família, minha angústia diária.

Ao final da conversa, o pastor orou por mim. Durante a oração, algo diferente aconteceu. Comecei a passar mal, senti um mal-estar forte, um peso intenso no corpo, uma sensação que eu nunca havia sentido antes. Não era apenas emoção. Era físico e espiritual ao mesmo tempo.

Meu corpo reagiu. Fiquei fraco, confuso, com uma sensação estranha, como se algo estivesse sendo mexido dentro de mim. Foi um momento difícil, mas ao mesmo tempo muito marcante. Eu não sabia explicar racionalmente o que estava acontecendo, mas tinha certeza de que não era algo comum.

Depois da oração, aos poucos, aquele peso começou a aliviar. Não posso dizer que todos os problemas desapareceram, porque não desapareceram. Minha esposa continuava distante, não quis participar, não quis ir à igreja, e o divórcio ainda era uma possibilidade real.

Mas eu saí diferente. Mais leve. Mais consciente. Com a sensação clara de que algo havia sido tratado, quebrado ou revelado no mundo espiritual. A partir desse dia, entendi que eu não estava apenas lutando por um casamento, mas vivendo uma batalha que exigia entrega total a Deus. Passei a agir com mais silêncio, mais oração e menos reação. Continuei jejuando e buscando a Deus no secreto, mesmo sem respostas imediatas e externamente, tudo parecia igual, mas, espiritualmente, algo já não era mais o mesmo. E foi a partir desse ponto que as coisas começaram a mudar devagar, sem barulho, mas de forma real.

Voltei para casa e ela estava calma, não me indagou sobre nada. No dia seguinte, meu filho mais velho quis ir a um restaurante japonês. Fomos todos juntos. Na volta, passamos em frente a uma costelaria e eu comentei com ela: “Nossa, faz tempo que não vimos aqui. “Ela então respondeu, de forma serena, mas firme: “Esse é o nosso último passeio em família, porque você deverá sair de casa e vamos dar continuidade à separação.”

Foi muito doloroso ouvir isso. Humanamente, tive que aceitar, mas espiritualmente decidi confiar em Deus, me afastando quase 3 meses e cuidando mais de minha saúde, meu psicológico e meu físico.

Em setembro de 2025, pedi novamente à Sol para entrar no grupo Restauração de Casamento, e ela gentilmente me aceitou. Ali pude acompanhar relatos, testemunhos e compartilhamentos de informações muito importantes, que me ajudaram a seguir nessa caminhada no deserto. Tudo aquilo foi complementar e muito rico para o meu entendimento, principalmente por eu ainda estar morando junto há quase dois anos e, ao mesmo tempo, vivendo cerca de três meses de distanciamento emocional, com uma separação praticamente concretizada.

A Cinthia continuou com os trâmites do divórcio e voltou para a primeira advogada indicada por uma amiga. Eu, por minha vez, demorava para enviar alguns documentos. Ficaram pendentes apenas os extratos bancários, e eu acabava enrolando. Ela, muito nervosa e tomada pela raiva, já ameaçava levar o processo para o litigioso.

Eu não aceitava aquela situação, mas também não brigava. Permanecia em oração, com muita sinceridade diante de Deus, indo à igreja e entregando tudo a Ele. Até que, em um determinado momento, enviei os extratos bancários. Humanamente, aceitei o processo e fiquei aguardando a minuta para assinar e dar entrada oficial no divórcio.

Nesse período, tivemos o aniversário dos gêmeos. Ela me tratava com frieza, não usava aliança, e a família dela começou a perceber. Foi uma situação muito desconfortável, em que eu mesmo me senti deslocado.

No mês em que os contratos seriam assinados para iniciar a dissolução do casamento, ela já havia pago a primeira parcela da advogada, tanto a parte dela quanto a minha. Mas, um dia antes da assinatura, literalmente no último minuto do jogo, ela me disse que queria pausar o divórcio. Disse que pensou nas crianças e que algo dentro dela, uma “chavinha”, parecia ter mudado. Naquele instante, em pensamento, eu disse: “É Deus.” Deus, o restaurador de pessoas, de casamentos e de famílias.

Foi algo muito marcante. Estávamos sem relação havia quase dois anos, e retomamos de forma imediata, praticamente todos os dias. Passamos a prometer um ao outro que construiríamos um casamento diferente, baseado em respeito, cumplicidade, amizade e amor. Confesso que o milagre aconteceu quase no final de novembro. Voltei para minha família. Onde antes nossas conversas sempre terminavam em discussão, hoje existe diálogo, carinho e até brincadeiras.

O inimigo tentou destruir nossa família, mas graças a Deus não conseguiu. Deus é maior. Jesus é o nosso caminho, a nossa verdade e hoje é um membro fiel deste casamento restaurado.

Atualmente, estamos juntos, trabalhando nosso crescimento pessoal e como casal. A batalha de hoje é nas finanças, pois acabei perdendo um contrato de trabalho e estou buscando uma recolocação no regime CLT. Mas da mesma forma que vencemos o deserto no relacionamento, creio que Deus também nos ajudará com um novo trabalho e com a restauração das nossas finanças. Ele nos sustenta.

Hoje estamos unidos nessa causa, e iremos conseguir.

Salmos 126:4–6
“Restaura-nos, Senhor, como as correntes do deserto. Os que semeiam com lágrimas, com cantos de alegria colherão.”

Toda honra e toda glória sejam dadas ao nosso Deus. Sem Ele, nada disso seria possível em nosso casamento.

Acreditem no Senhor. Ele é o Deus de milagres!

Uma gratidão eterna.
Que Deus abençoe e ajude na restauração da vida e do casamento de todos vocês.

Roosevelt
roosevelt@focusac.com.br>

quarta-feira, 7 de janeiro de 2026

Ano Novo: Um Recomeço Firmado em Deus para a Restauração do Casamento


O início de um novo ano carrega o desejo de recomeçar. Para muitos, é tempo de planos e celebrações. Mas para quem vive a dor da separação e espera pela restauração do casamento, o Ano Novo pode trazer sentimentos mistos: esperança, medo e cansaço emocional. Talvez você tenha entrado neste novo ano com o coração ferido, depois de um período difícil, marcado por expectativas frustradas e orações feitas em silêncio. Ainda assim, existe uma verdade que precisa ser lembrada: Deus não encerra histórias porque um ano terminou, muito pelo contrário Ele continua trabalhando, pois não deixa nada pela metade ou inacabado.

O calendário vira, mas Deus não se move por datas humanas. Aquilo que não aconteceu no ano passado não significa que Ele falhou. Muitas vezes, significa apenas que Ele estava trabalhando em áreas que não conseguimos enxergar — tratando corações, curando feridas profundas e preparando um caminho seguro. Infelizmente, acreditamos somente ao que está a nossa vista e deixamos de crer no oculto de Deus, nessa hora nosso pé vacila e parar de buscar o milagre parece ser o caminho mais certo. Nessas horas a palavra de Deus nos ensina: 

“Tudo fez formoso em seu tempo” (Eclesiastes 3:11)

O tempo de Deus não é atraso, é cuidado. Ele sabe exatamente quando cada coisa deve acontecer. A fé como fundamento do milagre deve permanecer viva para que o alcance do milagre deixe de ser espiritual para ser concreto, palpável, visível. A restauração de um casamento não começa com atitudes externas, mas com um coração que decide confiar em Deus acima das circunstâncias. A fé não é negar a dor da separação, mas escolher permanecer firme mesmo quando os sinais ainda não visíveis, mesmo diante das circunstâncias.

É nesse ponto que muitos desistem. Não porque deixaram de amar, mas porque se cansaram de esperar. No entanto, quando a fé está firmada em Deus, o processo deixa de ser apenas sofrimento e passa a ser crescimento espiritual. Um testemunho que nos lembra: Deus ainda restaura, Ele é o mesmo que fez grandes milagres na Bíblia.

Ao longo do último ano, muitos testemunhos de restauração surgiram. Um deles conta a história de um casal que passou meses separado, sem diálogo e sem perspectiva de reconciliação. Humanamente, tudo indicava o fim. No entanto, durante esse tempo, Deus começou um trabalho silencioso, pois a esposa resolveu pagar o preço em oração e jejum pelo casamento. Quando isso acontece é porque uma das partes já desistiu e não quer mais viver a dois nessa relação. 

Muitos acreditam que os dois têm que querer para o casamento dar certo. Na verdade não, se um quer a família em pé e resolve pagar o preço, Deus é capaz de tratar o coração endurecido para que volte o amor, o companheirismo, a união. Enquanto não havia conversa entre eles, houve transformação interior. Mágoas foram tratadas, atitudes revistas e o orgulho, quebrado. Quando o reencontro aconteceu, não foi apenas uma volta, mas um novo começo — com mais maturidade, respeito e propósito. 

Esse testemunho nos lembra de algo essencial: Deus não trabalha apenas para juntar pessoas, mas para restaurar alianças, transformar pessoas. Entre no novo ano sem desistir da promessa. Talvez este novo ano não comece com a restauração que você esperava. Talvez ainda exista silêncio, distância e incerteza. Mesmo assim, faça uma escolha: não desista de Deus no meio do processo, não morra na praia, já que nadou tanto para alcançar a linha de chegada. A Palavra nos fortalece quando diz:

“Espere no Senhor. Seja forte! Coragem! Espere no Senhor" (Salmos 27:14)

Esperar em Deus não é passividade. É confiar ativamente, mesmo quando tudo parece parado. É continuar orando, cuidando do coração e permanecendo firme na fé. Conclusão: um recomeço sobre a Rocha, firme no Senhor. O Ano Novo é, sim, um recomeço, porém o verdadeiro recomeço não está em promessas humanas, e sim em uma fé firmada em Deus. Quando a esperança está construída sobre a Rocha, as tempestades podem vir — mas não destroem aquilo que Deus sustenta.

Que este novo ano seja marcado não apenas por expectativas, mas por confiança. Que, mesmo sem ver, você escolha crer. Deus continua escrevendo histórias de restauração. Um lindo ano para todos nós, cheio de amor e milagres.

Fiquem na paz!!!

Sol
Restaurar Casamentos